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Um episódio ocorrido durante uma fiscalização ambiental em uma serraria no município de Anapu, no sudoeste do Pará, ganhou repercussão nacional após reportagem divulgada pelo G1. No entanto, informações apuradas por fontes ligadas ao setor empresarial apontam que a situação envolveu uma série de circunstâncias administrativas e um desentendimento no momento da ação fiscal.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a impresa, a fiscalização ocorreu durante uma operação para verificação da documentação e do controle de estoque de madeira na empresa. Durante a conferência, os agentes identificaram divergências entre o volume de madeira existente no pátio da serraria e a documentação apresentada.

Segundo relatos, o problema teria ocorrido porque o setor administrativo da empresa não realizou corretamente a conferência das notas fiscais referentes à metragem da madeira estocada. Na prática, a quantidade de madeira registrada em documentos não correspondia integralmente ao volume existente no estoque. A diferença, estimada em cerca de mil metros cúbicos de madeira, deveria estar devidamente documentada.
Esse tipo de falha administrativa, segundo especialistas do setor, não é incomum em atividades madeireiras e pode ocorrer em diversas empresas do ramo, sobretudo em operações que lidam diariamente com grande volume de entrada e saída de matéria-prima.

Diante da inconsistência na documentação, os fiscais do Ibama lavraram um auto de infração relacionado à irregularidade no controle de estoque. A autuação determina que a empresa regularize a documentação correspondente ao volume de madeira identificado durante a fiscalização.

Durante a ação, conforme relatou uma fonte ouvida pela reportagem e que preferiu não se identificar, houve também um momento de tensão entre os agentes e o empresário responsável pela serraria. O clima teria se acirrado quando foi mencionada a possibilidade de interrupção das atividades da empresa.
Ainda segundo a fonte, o desentendimento acabou sendo interpretado pelos agentes como desacato no exercício da função pública. Por esse motivo, o empresário foi conduzido até a delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
Após ser ouvido, ele foi liberado pelas autoridades.
O caso segue sob análise dos órgãos competentes, enquanto a empresa deverá apresentar os documentos necessários para regularizar a situação do estoque de madeira identificado durante a fiscalização.

Por Hélio Brasil
Jornalista – Veja na Mídia | Você Conectado à Notícia

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