O movimento feminista, em algumas de suas vertentes e discursos, tem provocado reflexões importantes, mas também pode trazer excessos que acabam prejudicando a própria mulher.
Para ser empoderada, a mulher não precisa pertencer a ninguém, mas também não precisa deixar de ser feminina. Não precisa desfigurar o rosto, abandonar sua delicadeza ou negar sua própria identidade para demonstrar força.
A verdadeira mulher empoderada pode ser intelectual, trabalhar, batalhar, conquistar seu espaço e defender seus direitos, sem perder a sensibilidade, a elegância e a ternura.
Ser mulher é poder ser forte sem deixar de ser delicada. É poder ser profissional e, ao mesmo tempo, mãe. É conquistar independência sem abrir mão da feminilidade. É ter voz sem perder a capacidade de ouvir. É lutar pelos seus direitos sem transformar todos os homens em adversários.
Precisamos tomar cuidado para não transformar toda aproximação em ameaça e toda gentileza em assédio. Um simples “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”, quando respeitoso e apropriado, não deveria ser automaticamente interpretado como uma agressão.
E existe outra realidade que precisa ser ouvida: a das mulheres que vivem diariamente nas periferias e nas favelas, enfrentando dificuldades, trabalhando, criando seus filhos e lutando pela sobrevivência.
Certa vez, ouvi uma mulher da favela do Rio de Janeiro questionar se determinados discursos feministas realmente chegam até aquelas mulheres que enfrentam dificuldades tão concretas todos os dias.
Então, fica a reflexão:
Não precisamos de uma guerra entre homens e mulheres. Precisamos de respeito, dignidade, liberdade, responsabilidade e valorização da mulher.
A mulher não precisa escolher entre ser forte ou feminina. Ela pode ser as duas coisas.
Pense nisso. E seja sábio e sábia!
Por Itamir Pereira

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